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Sobre a edição 2008: Paisagem, o trabalho do tempo
Depois de, na edição anterior, termos evocado o tema da palavra, sugerimos este ano a paisagem como um ponto de partida do programa de filmes e debates. A paisagem como um dos parâmetros possíveis de análise de todo o movimento do cinema moderno e de muitas experiências-limite do cinema actual. A paisagem como lugar geométrico de diferentes artes contemporâneas – e, nesse sentido, como chamada de atenção para o papel de vanguarda, ou de deslocador de fronteiras, que é, ainda e sempre, o de algum documentário. A paisagem como terreno privilegiado de interrogação e depuração da imagem em movimento – e nessa medida, uma vez mais, algo que aqui lembramos enquanto resistência ao cinema da banalização, da redundância e da saturação de efeitos. Paisagem, porque dizer paisagem é já dizer “olhar”, e também “espaço” e “tempo”. Paisagem na acepção de passagem, tanto no sentido temporal como no de transição entre diferentes registos do olhar – o lugar que se transforma e o lugar em que o nosso olhar se transforma. Paisagem, também, como lugar de diferentes níveis de narratividade. Paisagem e trabalho; paisagem e memória; paisagem e História. Por último, e justamente contra o bucolismo do olhar, a paisagem como território de impaciência, como tensão entre o visível e o subjacente, entre o que se mostra e o que se esconde, ordem e caos, razão e insanidade. O programa incluirá uma viagem por obras e autores muito diferentes. De novo, o tema servirá para realçar as variações, e será entendido como mero ponto de partida, não como limitação ao livre curso dos debates. On the 2008 edition: Landscape, the work of time
Having called the attention to the use of the word at the previous seminar, we now propose the theme of landscape as the general starting point for this year’s programme and debates. Landscape as one of the possible key elements to analyse the whole movement of modern cinema and some of its present-day radical experiences. Landscape as crossroads of different contemporary arts – and thus as a reminder of the potential avant-garde role that, once and again, can be played by the documentary practice. Landscape as a privileged ground to question and to refine the nature of the moving image – and thus, once more, something we hereby hold up against the cinema of vulgarization, redundancy and saturation of effects. Landscape because landscape is in itself “look”, “space”, “time”. Landscape as passageway, either between different times or different ways of seeing – the place that undergoes change and the place where our way of seeing changes. Landscape, also, as the ground for different levels of narration. Landscape and labour; landscape and memory, landscape and History. Finally, and precisely against a possible bucolic trend, landscape as the land of impatience, or tension between what we see and what underlies it, between what shows and what hides, order and chaos, reason and insanity. The program includes a journey along very different films and personal worlds. Once again, the theme will help us to underline the variations, and it will be taken as a mere starting point, not a limitation to the free course of the debates. |
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